É possível viver sem Internet?


As notícias sobre a limitação da internet banda larga e o bloqueio temporário do aplicativo WhatsApp causaram um "alvoroço" na web. Os internautas se manifestaram sobre as medidas e o resultado disso foram posts engraçados e gifs que brincavam com a situação.

 

 

Mas toda essa brincadeira pode levar a uma reflexão: Será que é possível viver sem internet nos dias de hoje? No vídeo abaixo, algumas pessoas falam sobre como o uso da internet faz parte do seu dia-a-dia.

 

A INTERNET NO BRASIL

Com o avanço da tecnologia da internet, o modo com que as pessoas se relacionam mudou. Hoje, é possível fazer inúmeras atividades sem sair de casa; resolver questões com apenas um clique, se relacionar com pessoas distantes, estudar, se informar entre outras diversas finalidades. Com muitas possibilidades na palma da mão, as pessoas e, em especial, os brasileiros estão cada vez mais utilizando essa ferramenta.

É isso que indica o site Convergência Digital. De acordo com informações divulgadas pelo portal, o Brasil ocupa, atualmente, a sétima posição no ranking global dos países que mais utilizam a internet. Em contrapartida, na lista sobre a velocidade de internet, o país ocupa o 89º lugar, com a média de 3,6 Mpbs. A liderança dessa modalidade fica por conta da Coreia do Sul com 23,1 Mpbs.

Aproximadamente, 48% dos brasileiros utilizam a internet com uma média de cinco horas de utilização por dia. Esse número já ultrapassa, por exemplo, o tempo de exposição que as pessoas costumam ficar diante da televisão, de acordo com a Pesquisa Brasileira de Mídia – PBM -  2015. A pesquisa foi realizada pelo IBOPE, encomendada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Confira abaixo outros dados retirados dessa pesquisa...

UMA VIDA OFFLINE

Que a internet se torna cada vez mais útil não é novidade. Mas, será que mesmo no atual contexto ainda existem pessoas desconectadas? A resposta é sim! Esse é o caso da estudante Yasmin Lopes Oliveira, 19 anos, do 3º período de Psicologia, que evita ao máximo o uso da internet, exceto para postagens dos seus textos literários, em plataformas digitais como wattpad, social spirit.

 

Yasmin é aluna de Psicologia e tem como hobby ler e escrever textos literários, e é com isso com ela ocupa sua rotina nada virtual.

Quando se trata de redes sociais, a aluna conta que começou a achar chato e a se sentir incomodada quando as pessoas a chamavam para conversar no momento em que ela estava lendo livros, que é uma paixão da estudante. “Whatsapp eu não cheguei nem a baixar; eu nem uso chip no celular por achar incomodo. Quando é por emergência, uso o telefone fixo ou trago o celular da minha mãe para a faculdade”, explica.

Para ela, ficar por fora das notícias e trabalhos da turma é a única desvantagem em não fazer uso das redes, mas ressalta que as vantagens são de poder ler, escrever seus textos e estudar sem estar preocupada se recebeu alguma mensagem.
 

“Quando você vem pra uma faculdade a turma faz grupos em whatsapp e facebook, e eu não faço parte deles, e sempre sou a ultima a saber. Já vim pra aula sem ter aula, por exemplo, porque eu não sabia que não tinha, mas não é nada que tenha feito eu mudar de opinião”, argumenta.

DO USO AO VÍCIO

A necessidade de estar sempre conectado pode utrapassar o que é tido por normal e se tornar um vício. Assim como outros transtornos psicológicos, a dependência em internet pode ser mais comum do que imagina. Alguém que fica horas conectadas a internet, em sala de bate-papo, enviando e-mails, jogando ou fazendo negócios pode ser considerado um ciberviciado.

De acordo com o psicólogo Alexandre Augusto Corrêa, quando passam algum tempo fora da rede, essas pessoas podem desenvolver sintomas muito próximos aos do transtorno de ansiedade, como: taquicardia, sudorese, palpitação e perda de sono. Segundo o profissional, para tratar esse vício, é necessário entender o que faz com que o indivíduo tenha essa depedência.

“Muitas vezes o que leva a pessoa a usar internet não é o que essa ferramenta proporciona e sim encontrar nesse espaço o que está faltando nela. E o tratamento não está em se afastar do uso da internet e sim em perceber o que fez me aproximar desse uso. Precisamos colocar o foco do tratamento nas limitações da pessoa que a levam a utilizar a internet”, explica Alexandre.

Confira a fala do psicólogo Alexandre e entenda mais sobre como é possível diagnosticar o vício na utilização da internet...

 

 

E você...conhece alguém que é muita conectado? Acredita que é ou não possível viver com mínimo contato com a internet? Deixe seu comentário abaixo.