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Estágio: experiência profissional e primeiro contato com mercado de trabalho


A vida de estagiário não é moleza: conciliar as atividades do estágio com a faculdade; enfrentar a insegurança de estar no mercado e ainda não ser formado; nem sempre ser remunerado pelo trabalho; e ainda ouvir aquela piada que a culpa pelo erro é sempre dele...

 

 

Mas, afinal, por que fazer estágio?

O estágio é uma atividade obrigatória nos cursos superiores que tem como principal função garantir maior vínculo dos alunos com o mercado de trabalho e com a comunidade. Além disso, é uma forma de permitir que o estudante faça uma relação entre aquilo que é aprendido em sala de aula e o que acontece na prática da profissão.

“O professor tenta levar para sala de aula exemplos, cases, informações para mostrar o estudante como aquela teoria funciona na prática. Mas nada se comparar a realidade do dia a dia. Por isso é muito importante o estágio”. 

A fala é do professor Leonardo Parma, um dos responsáveis pela disciplina relacionada ao estágio no curso de Administração da Fagoc.

No vídeo a seguir, profissionais falam sobre as vantagens de realizar o estágio durante a graduação.

 

 

O estágio obrigatório dos cursos, conhecido também como supervisionado, é estruturado e organizado por meio de regulamento próprio. Em alguns casos, os alunos realizam o estágio dentro de uma disciplina específica e têm as atividades direcionadas pelo professor. Em outros, a prática acontece exclusivamente em empresas e instituições. A atividade também é acompanhada por professores orientadores, e os estudantes são avaliados pela entrega de relatórios. Confira abaixo como funciona o estágio supervisionado em cada um dos cursos da Fagoc...

ESTÁGIO x TRABALHO

Embora o estágio seja obrigatório para a conclusão dos cursos, alguns estudantes podem encontrar dificuldades para cumpri-lo. É o que aponta pesquisa realizada com os alunos da Fagoc. Cerca de 40% dos entrevistados responderam que, no momento, trabalham em outras áreas sem relação com o curso. Na maioria dos casos, as pessoas dizem trabalhar para custear os estudos, o que o dificulta a realização do estágio. É o caso da estudante Larissa Silva de Oliveira, aluna do sétimo período de Direito da Fagoc.

Larissa, que atua como representante de vendas em uma empresa de comunicação em Ubá, conta que se tivesse que deixar de trabalhar para fazer estágio, teria que trancar o curso, pois por meio de seu trabalho ela mantém uma bolsa de estudos na faculdade. Porém, a aluna conseguiu adaptar seu horário e, hoje, realiza estágio uma vez por semana no Núcleo de Prática Jurídica - NPJ.  “Como são apenas quatro horas semanais, consigo realizá-lo sem ter que abandonar o emprego. Estou muito feliz, pois aprendo muito com a prática e os casos que aparecem no decorrer dos dias”, afirma.

Por outro lado, existem aqueles que priorizam a experiência profissional. A mesma pesquisa indica que aproximadamente 49% dos estudantes ouvidos abririam mão da remuneração em função de experiência em estágios. Este é o caso dos alunos Tainara Martinho e Luiz Alexandre.

A aluna Larissa Silva de Oliveira do sétimo período de Direito concilia estágio e trabalho.

Tainara de Fátima Martinho da Silva, 19 anos, que é aluna do quinto período de Jornalismo da Fagoc, já fez estágios em vários lugares, como no setor de assessoria de comunicação da Prefeitura de Visconde do Rio Branco, na rádio da faculdade - onde era monitora, e no Grupo Um de Comunicação. Atualmente, faz estágio na assessoria da Gerência Regional de Saúde e na Rádio Cultura em Visconde do Rio Branco.

Com uma lista extensa de estágios, a estudante comenta que já abriu mão de trabalho para obter experiência na área. “Tive a possibilidade de trabalhar em empregos que não eram tão bons e que não tinham uma projeção de carreira legal. Então, eu preferi estagiar para conseguir um emprego melhor. Não adianta estudar jornalismo e trabalhar com vendas, por exemplo, ou qualquer outra área sem relação com o curso”.

Tainara fala sobre a importância do estágio para o profissional em formação e destaca que essa atividade prepara o aluno para o mercado de trabalho. Ouça abaixo seu depoimento…

Luiz Alexandre Rodrigues da Silva compartilha da mesma opinião de Tainara. Aos 21 anos, ele cursa o sétimo perído de Ciência da Computação na Fagoc e, desde o sexto, trabalha na área. O aluno, que teve a oportunidade de estagiar no setor de Tecnologia da Informação da própria faculdade, diz que o estágio é fundamental para quem busca experiência.

“O estudante que não faz o estágio ou não trabalha na área, não tem conhecimento suficiente e, assim, fica mais difícil concorrer à uma vaga no mercado de trabalho. Agora, se ele faz um estágio na área, quando vai procurar um emprego é muito mais fácil, porque ele já tem uma referência ou uma indicação” afirma Luiz que ingressou no trabalho atual a partir de indicação dos colegas de estágio.

Ouça abaixo o depoimento de Luiz Alexandre....

 

ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NA FACULDADE

Na hora de encarar o mercado de trabalho, podem surgir diversas dúvidas… "Será que estou preparado para trabalhar na área?"; "Onde posso conseguir experiência profissional?". Para tentar auxiliar os estudantes com essas ou outras questões, a Fagoc conta com o Núcleo de Apoio ao Estudante - NAE, espaço que, além de atender alunos, oferece assistência também aos professores e colaboradores. Entre diversas iniciativas promovidas pelo setor, os estudantes podem tirar dúvidas ligadas a vida acadêmica e receber orientações sobre o mercado de trabalho.

De acordo com a responsável pelo NAE, Adriana Mollica, quando trata-se de orientações profissionais, as dicas mais comuns estão relacionadas à produção do currículo e entrevista de emprego.

“Esse tipo de orientação é mais comum do que se imagina. Os alunos pedem que eu verifique se o currículo está correto, já que esse é seu cartão de visita. E explico também como ele deve agir durante a entrevista e a qual forma adequada de se vestir nesses processos”, explica Adriana.

Mural do programa Banco de Talentos.

E para o aluno que está à procura de uma experiência profissional, o NAE pode oferecer mais que orientações. O setor também o responsável pelo Banco de Taletos, programa que divulga vagas de emprego e estágio em empresas de Ubá e região. Adriana explica que as oportunidades são expostas em dois murais: um localizado no prédio 20A, perto da recepção, e o outro no prédio 20C em frente a coordenação do curso de Administração. “Os empresários da nossa região tem a necessidade de contratar estagiário ou funcionário. O que fazemos é a intermediação entre a empresa e os alunos”, afirma.

O NAE funciona de segunda a sexta, das 8h às 22h, na sala 08, prédio 20A, próximo à recepção. O telefone para contato é (32) 3539-5611 .