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Psicologia da Fagoc promove reuniões sobre movimento feminista. Projeto é aberto para comunidade

Grupo pretende incentivar e colocar em pauta movimento feminista dentro da realidade acadêmica e social da cidade de Ubá.


Organizado e idealizado pelo professor do curso de Psicologia da Fagoc Jefté Souza, o projeto denominado Coletivo Pagu destina-se a discutir sobre o Movimento Feminista. A primeira reunião, aberta para alunos e toda comunidade, acontece nesta sexta-feira, 28 de setembro, no Centro de Pesquisa e Práticas em Psicologia Nise da Silveira, localizado próximo a faculdade, no horário das 18h às 19h.

 


Professor Jefté Souza e as alunas de Psicologia Gabriela Souza, Maria Eduarda Jacob e Larissa Amorin mostram o cartaz do Coletivo Pagu. (Foto: Maycon Douglas Henrique)

 

O Coletivo foi criado a partir de um grupo de alunas do curso de Psicologia, que defendem que este tipo de movimento ajudará a mudar atual realidade das mulheres. Segundo Gabriela Souza, aluna do 8º período, e uma das participantes do grupo, "o projeto proporcionará uma base de conhecimento para que juntas possamos lutar por dias melhores para todas". 
 

"A existência de coletivos feministas no atual cenário político do nosso país é de extrema importância. Nos últimos dias, tivemos a oportunidade de acompanhar nas redes sociais a força que as mulheres têm quando unidas. Somos silenciadas diariamente, violentadas em diversas situações e de diferentes formas", completa. 

 

"Fazer parte desse projeto é acrescentar, de alguma forma, nessa antiga luta pelos direitos iguais, respeito e união entre as mulheres. Vem enaltecer e dissertar grandes nomes femininos, demonstrando que somos maiores que qualquer tipo de preconceito e machismo, mas que estes ainda existem", destaca a aluna Maria Eduarda Jacob.


De acordo com Jefté, o nome Pagu é uma forma de homenagem à Patrícia Rheder Galvão, "uma referência tanto por sua militância feminista, quanto por sua produção artística e pelos ideais ideológicos e políticos que assumiu". A acadêmica Gabriela completa que a trajetória de Patrícia, como feminista revolucionária brasileira, conhecida por questionar e revolucionar o cenário brasileiro em sua época, contribuiu para a escolha do nome.

 

"Pagu foi uma grande escritora, jornalista, poeta, desenhista e militante conhecida por questionar, e revolucionar o cenário brasileiro da época, que era caracterizado por uma sociedade oligárquica. Pagu representa força, resistência e luta pela liberdade das mulheres", completa Gabriela. 


Outra integrante do grupo Larissa Amorim, aluna do 2º período, ressaltou que a relevância de discutir este tema, atualmente, está ligada ao tratamento que as mulheres são submetidas: "constantemente violentadas de diferentes formas". 


E de acordo com o professsor Jefté, "no Brasil, em nossa atual conjuntura, onde as mulheres ganham menores salários, onde sofrem violência cotidianamente, este tema mostra sua importância pelo fato de publicizar as formas históricas de opressão que as mulheres sofrem em nossa sociedade".